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Este documento é apenas uma declaração básica, e tem o intuito apenas de informar a base de nossas crenças. Não tem a pretenção de ser um credo ou cânon.

1 – O Eterno

- Cremos em YHWH (Yud-Hey-Waw-Hey), Elohim de Avraham, Yitschak e Ya’akov.

- Cremos que Ele é Único (ECHAD)

- Cremos que YHWH se revela de muitas formas, mas rejeitamos a doutrina de que o Eterno seja 3 pessoas distintas.

2 – A Palavra do Eterno

- Cremos que a Bíblia, que inclui o Tanach (Primeiro Testamento) e os Ketuvim Netsarim (Escritos Nazarenos, conhecidos como "Novo Testamento"), tem inspiração divina e que seus originais são a palavra infalível de Elohim.

- Cremos que a Bíblia é única e suficiente regra de fé e prática

3 – O Messias

- Cremos no Messias judeu, Yeshua HaMashiach, que veio ao mundo como Ben Yossef (Servo), para morrer por nós. Um dia, Yeshua voltará como Ben David (Rei), e estabelecerá o seu reinado aqui na terra, da cidade de Yerushalayim. É com grande alegria que aguardamos o Seu retorno.

- Cremos que Yeshua nasceu da virgem Miriyam, viveu uma vida sem pecado e de acordo com a Torá, operou milagres e foi crucificado para redimir o Seu povo, de acordo com as escrituras

- Cremos que Yeshua ressuscitou dos mortos ao terceiro dia, ascendeu ao céu e está à destra do Pai, de onde aguarda o momento apropriado para o Seu glorioso retorno

- Cremos que Yeshua possuia duas k'numeh (naturezas), uma k'numah (natureza) humana e outra divina. Em sua k'numah (natureza) divina, Yeshua é a expressão de YHWH.

4 – A Salvação

- Cremos que através da morte do Messias, e por causa da aliança que Ele firmou conosco em Seu sangue, recebemos a salvação e a redenção de nossos pecados.

- Cremos que através deste sacrifício de Yeshua, nosso relacionamento com YHWH foi restaurado e que, porque Yeshua vive, podemos crer na vida eterna.

- Cremos que a salvação vem pela graça do Eterno, que é alcançada pela emuná (fé). A salvação não vem por obras, nem mesmo pela observância da Torá.

- Cremos, contudo, que a verdadeira emuná (fé) gera submissão ao Reino de YHWH, o que inclui o objetivo de viver conforme Suas mitsvot (mandamentos). A fé que não gera submissão aos mandamentos de YHWH não é a verdadeira fé.

5 - A Igreja e Israel

- Não cremos que exista uma "Igreja" como organismo distinto de Israel. Muito menos ainda cremos na demoníaca teologia da substituição, de que essa "Igreja" substituiria Israel. O termo "Igreja" significa "Assembléia", se refere à "Assembléia" que foi iniciada com Moshe Rabeinu, isto é, Israel.

- Cremos na existência das duas casas de Israel: Yehudá (Judá) e Efrayim, as quais estão temporariamente divididas, mas que serão restauradas na Nova Aliança

- Cremos literalmente no que disse o Messias: "eu vim somente para as ovelhas perdidas da casa de Israel". Isto é: cremos que a grande maioria dos que se achegam à fé pelo Messias são efraimitas, isto é, descendentes das tribos de Israel, dispersos entre as nações porém restaurados no Messias.

- Cremos que os não-judeus que se voltam ao Eterno são efraimitas. Haviam sido considerados pelo Judaísmo da época como "gentios", mas que na realidade são israelitas, a maioria por descendência, e alguns ainda por opção (tal como Ruth, Rahav, etc.)

6 – A Torá

- Cremos que a Torá (Ensinamento) da Verdade foi dada pelo Eterno ao seu povo Israel, através de Moshe. Ele não a substituirá, abolirá nem a descartará até que este céu e esta terra deixem de existir.

- Cremos que a observância da Torá é uma forma de expressão de nosso amor por YHWH.

- Cremos que todo aquele que abraça a fé no Messias Yeshua deve procurar viver como talmid (discípulo) de Yeshua, gradativamente passando a observar a Torá, por amor e obediência.

- Cremos que tanto os efraimitas quanto os conversos que abraçam a fé no Messias Yeshua devem iniciar sua jornada de fé cumprindo os requisitos mínimos descritos em Atos 15, enquanto aprendem as Escrituras, e gradativamente progredirem em direção à plena observância da Torá, que é a constituição do Reino de YHWH.

- Atos 15 recomenda que os retornantes devem ir às sinagogas no Shabat. Portanto, cremos que o povo do Eterno, independente da origem, deve ter como alvo gradativo adotar um estilo de vida de acordo com a Torá a fim de expressarem seu amor por YHWH.

7 - A Fé Genuína

- Cremos que a única fé genuina instituída pelo Eterno é aquela que é baseada em toda a Bíblia, e que prega a fé no Messias, e uma vida de santidade de acordo com as mitsvot (leis) do Eterno, descritas na Torá.

- Cremos que o Judaísmo Nazareno é a expressão desta fé, desde Moshe (Moisés) até os emissários do primeiro século






Reflexão de Ben Sirach (5:13-14) – Aprendendo a Falar
Por Sha’ul Bentsion


Sê pronto para ouvir a palavra, a fim de entendê-la, e tardio para dar a resposta. Se tens a compreensão do assunto, responde; caso contrário, põe a mão à boca, para não seres surpreendido numa palavra descontrolada e saíres envergonhado.” (Ben Sirach/Eclesiástico 5:13-14)

É muito fácil encontrarmos pessoas dispostas a aconselharem os demais. Todavia, é muito difícil encontrarmos pessoas que estejam realmente dispostas a ouvir. Cada vez mais, a sociedade se enche de conselhos vazios, e que não surtem qualquer efeito. Porque as pessoas falam daquilo que estão cheias, sem antes se esvaziarem para permitirem ser permeadas pela realidade do outro.

Ben Sirach nos dá um conselho simples, porém profundo: Ouça o próximo, e seja tardio em respoder. Porque ouvir o outro é trabalhoso. Para que possamos ouvir o próximo, devemos deixar de lado as nossas idéias pré-concebidas, aquilo que funciona para a nossa realidade, e aquilo que compreendemos.

As palavras do outro não contêm apenas um significado literal. Elas estão recheadas de subjetividade, de emoções, e muitas vezes, da dor do outro. Muitas vezes, o que o outro deseja dizer de fato não está nas palavras. E isso requer tempo para ser compreendido, absorvido.

Devemos reaprender a fazer silêncio. E a razão pela qual não conseguimos fazer silêncio para ouvir o outro é porque não conseguimos fazer silêncio para ouvirmos a voz de Elohim falando em nossos corações.

O rabino Reuven Lauffer, em seu artigo “The Sound of Silence” afirma:

“Na manhã que o Eterno deu ao povo de Israel a Torá, toda a criação ficou em silêncio. Todas as formas de vida ficaram emudecidas. O oceano ficou completamente quieto. Nada se moveu. Nenhum som. Silêncio puro.

Imagine. Cada israelita foi forçado a olhar para seu próprio coração e reconciliar-se consigo mesmo sem a ajuda de nada externo. Nenhum palm pilot, nenhum celular, nem mesmo um pager. Apenas o bom e velho coração. Porque é a partir do coração que a pessoa define que tipo de relacionamento ela deseja com o Seu Criador.”

De fato, o silêncio incomoda. Porque no silêncio, nossos corações falam. Porém, se não escutarmos os nossos corações, não seremos capazes de realmente ouvirmos o outro.

No exemplo acima, o rabino Lauffer fala sobre celulares, pagers, e outros sons externos. Mas o que temos que ter em mente é que não somos “vítimas” dessa cacofonia sonora. Somos nós mesmos que nos cercamos desses sons, porque não aguentamos ficarmos sozinhos com a voz de Elohim em nossos corações. O que nos impede de desligarmos a TV, o celular, ou de ficarmos sozinhos em nossos quartos? No fundo, sabemos que as justificativas são meros pretextos, e que nos sentimos incomodados de não ouvirmos esses sons. Porque não queremos lidar com o nosso próprio interior.

Ser pronto para ouvir e tardio para responder também significa que devemos dar tempo à Torá para que possamos compreendê-la em nossos corações, antes de transmití-la a terceiros. Para que possamos falar sobre a Torá, é preciso estar disposto a ouvir a transformação que Yeshua deseja realizar em nossos corações, através da Sua Torá.

Assim como as palavras do outro estão recheadas de uma subjetividade que demanda tempo para ser compreendida, também a Torá é muito mais do que uma mensagem única.

A Torá do Sha’ul não é a mesma Torá do Yosef, nem é a Torá da Miriyam. Porque a Torá fala de forma muito particular a cada um de nós. Portanto, não é apenas uma questão de conhecer o que diz o texto bíblico, mas sim de estar atento ao que o texto bíblico está dizendo especificamente para nós. E como saber isso? É simples: Onde a Ruach HaKodesh (Espírito de Santidade) deseja agir para transformar nossas vidas, é onde sentimos o incômodo ao lermos a Palavra.

Mas se rapidamente, no momento em que sentimos esse incômodo, procuramos nos livrar dele, passando para outro texto bíblico (com o pretexto de aprendermos mais, ou de continuarmos nossa devocional), então estamos tendo uma resposta rápida demais, e não nos permitindo ouvir a Palavra da Ruach. A Torá não é apenas a Palavra. A Torá é o instrumento para que a palavra específica chegue a nossos corações.

Devemos nos reconciliar conosco mesmos, e permitirmos a reflexão sobre aquilo que clama em nosso interior por ser ouvido. Se fizermos isso, então poderemos dizer que verdadeiramente aprendemos a ouvir a nós mesmos.

E se aprendemos a ouvir a nós mesmos, aprendemos a ouvir. E se aprendemos a ouvir, podemos finalmente ouvir o outro. E seremos capazes de calarmos as nossas certezas e ouvirmos o que clama através das palavras do outro, exatamente como fomos capazes de ouvir aquilo que clamava dentro de nós. E aí sim, produziremos conselhos e respostas que de fato farão a diferença na vida do próximo.

Alguns podem estranhar o título da reflexão. Pois o título diz “aprendendo a falar”, mas discorremos sobre “aprender a ouvir.” Porém, a razão é proposital: Só aprenderemos a falar algo de significativo ao próximo, se aprendermos a ouvir.


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Como Sonhadores - Estudo do Sl. 126
Por Sha'ul Bentsion

O Sl. 126 é muito importante dentro do Judaismo. Tanto que é recitado em Shabatot, dias festivos (exemplo: Pessach) e nas refeições.

O Sl. 126 foi até considerado como candidato a se tornar o hino de Israel. Sua mensagem é semelhante à do hino.

Segundo os rabinos, e principalmente segundo Rashi (o maior comentarista da Torá), esse Sl. se refere ao retorno do exílio de Bavel (Babilônia). Contudo, também é um prenúncio profético do reajuntamento que ocorrerá nos últimos tempos, conforme descrito nos profetas.

Um comentário interessante que encontrei no Talmud sobre esse Sl. (em Taanit 23a):

"Quando YHWH trouxe do cativeiro os que voltaram a Tsion, éramos como os que estão sonhando." (Sl. 126:1)

O Talmud diz que a expressão "éramos como os que estão sonhando" se refere ao estado espiritual de Israel, que de repente "acordou" e "voltou à realidade" após 70 anos de exílio, meio que sem entender bem o que havia ocorrido - isto é, como que saindo de um estado de adormecimento.

O interessante é que podemos fazer uma analogia disso com a questão de Efrayim. Ora, se o Sl. 126 se refere também ao Reajuntamento descrito em Yirmiyahu (Jeremias), então o "estado de dormência" pode ser uma referência ao fato de que Efrayim estava "adormecido" com relação à sua identidade enquanto Israel, e que no retorno, acordaria.

Me permito aqui também fazer uma interpretação nível SOD. O texto diz: "Beshuv YHWH et shivat Tsion"... que significa literalmente "No retorno que YHWH fez aos cativeiro de Sião" (uma tradução bem literal).

Repare aqui no termo "No retorno" (Beshuv) - mesma raíz da palavra "teshuvá". Agora olhemos para "shivat Tsion" - cativeiro de Sião. O cativeiro pode ser entendido como a prisão do pecado - há diversas analogias a isso na Bíblia. E Tsion pode ser uma referência à Torá, pois temos a profecia: "Ki MiTsion tetsei Torá" (Pois de Tsion sairá a Torá).

Ou seja, numa leitura nível SOD, podemos dizer que: QUANDO EFRAYIM VOLTAR À OBEDIÊNCIA DA TORÁ, ACORDARÁ PARA A SUA REALIDADE ISRAELITA.

E isso de fato tem acontecido aos que se voltam para a Torá... Dentro da mesma linha de pensamento, o verso 3 (que se refere tradicionalmente à alegria pelo retorno de Bavel) pode se referir à alegria das Boas Novas de Yeshua: o filho pródigo é aceito de volta ao lar do Pai.

Veja que interessante: Neste Salmo, a palavra para "alegria" usada no verso 3 é "sameach". Não é uma palavra muito comum na Bíblia, e na Torá é usada apenas em Dt. 16:15, numa referência a Sukot: a festa dos Tabernáculos.

Por que o salmista usaria este termo? Porque, num nível SOD, podemos dizer que a grande obra que gerou a alegria de Efrayim foi YHWH tabernaculando entre nós. Aliás, Yeshua nasceu durante Sukot. E Sukot também tem a ver com a recepção da Torá, portanto nossa interpretação nível SOD está completa.

YHWH nos abençoe!


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Vídeo: 50 Razões para NÃO observar (guardar) o domingo 

Aguardei anciosa pela chegada deste domingo, pois quero postar um vídeo que recebi através do grupo Torah Viva.
Segue abaixo o email do Shaul (líder do grupo Torah Viva) na íntegra e o vídeo em questão. Não deixem de ver!

"Shalom chaverim,

Continuamos no nosso enorme esforço para produzir materiais para auxiliar na propagação da mensagem da Torá. Apresentamos, assim, o nosso novo vídeo: "50 Razões para NÃO observar o domingo"

Mais uma vez, o foco são pessoas que ainda não observam o Shabat, e o objetivo é compor uma coletânea de argumentos em prol do Shabat, que é o primeiro passo para a teshuvá (retorno à Torá.) O vídeo é uma compilação de uma série de confissões de Roma e de igrejas protestantes sobre a substituição do Shabat pelo domingo.


Este até o momento é o vídeo que deu mais trabalho, tendo quase 70 slides. Uma versão em alta resolução estará disponível brevemente em DVD pela livraria do grupo (como temos feito com os demais, devido ao tamanho do arquivo. 

Como de costume, contamos com todos para divulgarem os vídeos. E não deixe de comentar sobre o trabalho!

YHWH vos abençoe,
Sha'ul"

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Shabat Shalom!
Minha Fonte: http://lojateshuva.blogspot.com/2010/03/shabat-shalom.html

O Shabat é iniciado ao pôr-do-sol de cada sexta-feira. Deus abençoou o 7º dia - o Shabat - quando repousou, depois de ter completado sua obra de criação. Os judeus seguem a tradição de respeitar esse dia. Durante o Shabat, cria-se uma harmonia familiar e é a oportunidade de interromper o ritmo de vida cotidiano agitado. Todos se cumprimentam com "Shabat Shalom" e no seu final, despedem-se.

"Lembra e Guarda"

Dez Mandamentos foram pronunciados naquele dia no Sinai, dez mitsvot que formam o âmago da Torá. O quarto mandamento era sobre o Shabat:
"Lembrem do dia do Shabat para santificá-lo. Seis dias trabalhem e realizem toda a sua obra; mas no sétimo dia é um Shabat para o Eterno seu Elohim; não trabalharão – nem você, nem seu filho, nem sua filha, seu servo, sua criada, seu animal, nem o viajante que estiver em suas cidades. Pois [em] seis dias Elohim fez o céu e a terra, o mar e tudo que há neles, e Ele descansou no sétimo dia. Portanto, o Eterno abençoou o Shabat e o santificou." (Shemot 19:17-20:1; 20:8-11)

Quando Moshê (Moises) revisou os Dez Mandamentos (em Devarim 5), o quarto mandamento começa: "Guarda o dia do Shabat…" O Talmud explica: "Zachor (lembra) e Shamor (guarda) foram ditos por Elohim num único pronunciamento – algo que a boca humana não pode articular e o ouvido humano não consegue ouvir…"

Nós nos lembramos do Shabat ao proclamar sua santidade sobre um copo de vinho no Kidush e na Havdalá; guardamos o Shabat abstendo-nos de trabalhar. Porém os aspectos "positivos" e "negativos" do Shabat são únicos – duas faces de sua essência singular – como é demonstrado pelo pronunciamento Divino duas-em-uma.

"Que o teu Shabat seja um momento agradável na Presença da Ruach HaElohim (Espirito do Eterno).!"


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Seja um Discípulo, Não Apenas um Convertido
Por Ellen Kavanaugh
Traduzido e Adaptado por Sha'ul Bentsion

Sempre me chamou a atenção o fato de que parte da rejeição ao Messias por parte de algumas pessoas nos relatos dos evangelhos nem sempre era que estas pessoas negassem que Yeshua era o Messias, mas sim a sua falta de vontade de segui-Lo. Todos querem aproveitar a colheita, mas poucos querem trabalhar na lavoura. Assim como o jovem rico de Matityahu (Mateus) 19:16 que veio a Yeshua procurando a vida eterna.
Mas ele não tinha vontade de seguir ou obedecer a Yeshua, apesar de certamente confiar que Yeshua tinha as respostas. Aquele homem saiu de lá naquele dia sem a vida eterna, e o problema não era o acreditar --- o problema foi a sua rejeição ao que era necessário. Lembre-se de que "Os demônios também acreditam e o
pensamento os faz tremer de medo." (Ya'akov / Tiago 2:9). O fato de simplesmente acreditar é diferente de ter fé e não te faz um discípulo. Caso contrário, teríamos que considerar um demônio como discípulo.

Muitos acreditam, mas não dão o passo de fé que é necessário: tornarem-se discípulos!

"Portanto eles serão reconhecidos por seus frutos. Nem todos os que me dizem `S-nhor, S-nhor' entrarão no Reino dos Céus, apenas aqueles que fazem o que o Pai que está no céu deseja. Naquele dia, muitos me dirão `S-nhor, S-nhor! Nós não profetizamos em Seu nome? Nós não expulsamos demônios em Seu nome?
Nós não fizemos milagres em Seu nome?' E eu direi a eles `Eu nunca os conheci! Saiam de perto de mim, vocês que praticam a desobediência à Torah.'"
Matityahu 7:20-23

Estes a quem Ele manda embora pareciam acreditar nEle, mas não eram de fato salvos. A realidade é que a separação entre fé e obediência é uma idéia moderna. Isto não quer dizer que a obediência sozinha salve (Efésios 2 é bem claro que o que salva é a fé), porém, Ya'akov (Tiago) deixa bem claro que a fé verdadeira deve necessariamente vir acompanhada da obediência.

Parece bem mais lógico o conceito judaico de que fé e obediência devem sempre andar juntos; o mesmo pode ser dito sobre fazê-Lo o S-nhor da sua vida. A idéia de um `gospel light', que não requer nenhuma mudança ou obediência, é muito confusa.

Muitas Bíblias trazem o final deste versículo como `praticam a iniquidade', mas o fato é que a melhor tradução, quer do grego quer do aramaico, é a de que aqueles a quem Yeshua manda se afastar são os que praticam a desobediência à Torah do Eterno. Afinal, o pecado nada mais é do que a violação da Torah.

Estas pessoas haviam acreditado em Yeshua mas não tomaram o passo seguinte de obediência  isto é, o de entregar a sua vida e seguira a vontade de D-us. Parece que se esqueceram de que Yeshua disse "Se você me ama, você guardará as minhas mitzvot (mandamentos)." (Yochanan / João 14:15)

"E outro de seus talmidim (discípulos) disse a ele `S-nhor, primeiro deixe-me ir e enterrar o meu pai."
Matityahu (Mateus) 8:21

Repare que ele não negou a autoridade de Yeshua, apenas disse um "não me incomode agora, eu tenho outras obrigações e te seguirei mais tarde." Pela expressão no hebraico, não há nada que indique o que o pai já havia de fato morrido  era como se o homem estivesse dizendo `deixe-me cuidar do meu pai e de suas coisas
quando ele morrer, eu terei mais tempo e te seguirei.' Pela reação de Yeshua, podemos perceber que provavelmente não era apenas o caso de aguardar por um funeral. Compare a atitude do homem com o versículo: "Pois Ele é o nosso D-us, e nós somos o povo em Seu pasto, as ovelhas em Seu cuidado. Se HOJE
ouvisses a voz dEle" Tehilim / Salmos 95:7

Hoje é o dia  a escolha é agora. Vamos percorrer o caminho dEle e não apenas ficar nas palavras. Não fiquemos satisfeitos em apenas acreditar nEle, mas que nós possamos também querer seguí-Lo.


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Por que Enfatizar a Observância da Torah?
Por Dennis E. Green
Traduzido e adaptado por Sha’ul Bentsion

Introdução

“Vocês estão pregando escravidão a regras e ordenanças.”
“O Messias veio nos libertar do jugo da escravidão.”
“Tudo o que precisamos é amar ao Eterno e obedecer aos ensinamentos do Novo Testamento.”

Muitas pessoas freqüentemente fazem comentários semelhantes aos acima quando entramos no tópico deobservância da Torah.

Com um entendimento menor do que o adequado da natureza e propósito da
Torah, é fácil chegar a conclusões semelhantes. Dependendo do contexto em que as afirmações acima são feitas, elas podem estar bem corretas ou totalmente distantes da verdade.

Os messiânicos devem ter um entendimento correto do papel da Torah de HaShem (O Eterno) em suas vidas.

Com o entendimento correto das instruções de nossos Pais, encontraremos paz e segurança num estilo devida que em que nos rendemos à obediência. Da mesma forma, se um crente em Yeshua não possui o equilíbrio necessário em sua doutrina, com entendimento bem claro do que é a graça, a observância da Torah pode sim levar a uma vida de dificuldade, quando a pessoa percebe a dificuldade em cumprir uma grande lista de mitzvot (mandamentos).

A lei que foi dada no “Velho Testamento” não foi abolida no Novo?

“Não penseis que vim destruir a Torah ou os profetas; não vim destruir, mas para tornálos plenos. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da Torah um só Yud ou um só traço, até que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar uma destas mitzvot, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que as cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.” (Matitiyahu / Mateus 5:1719).

Veja também: Lucas 16:17; Romanos 2; 6; 7; I Timóteo 1:8; 1 Yochanan / João 1:8; 2 Timóteo 3:16.

A Torah foi dada à humanidade por diversas razões. Algumas são muito bem esmiuçadas e explicadas, enquanto outras são menos óbvias, mas não menos importantes.

A Necessidade do Ser Humano

Desde Adam, toda a humanidade tem tido que andar dentro de diretrizes específicas que foram dadas por um Pai amoroso. Sem estas “regras” e “ordenanças” o homem seria livre para ir atrás de qualquer perversão infernal que entrasse em sua mente. Sem “a Lei”, Elohim não poderia julgar e condenar o pecado, pois o pecado não existe fora da Lei. Sendo puro, nosso Elohim por Sua própria natureza requer e demanda pureza nas vidas daqueles que foram criados à Sua própria imagem. As diretrizes, ou a “Lei”, que foram dadas não só trouxeram luz à escuridão do homem caído, mas também trouxeram morte, no sentido de que este homem que agora havia despertado era responsável por seus atos
(Romanos 7:12,13). Ele agora tinha uma linha que não deveria cruzar. Esta Lei que agora mostrava a forma de viver em retidão também se tornou um peso sob o qual o homem deveria lutar e se esforçar no intuito de satisfazer o seu criador. Sem o poder do Espírito de YHWH dandonos o desejo interno e capacitandonos a obedecer os Seus mandamentos, a Torah pode ser rapidamente vista como “uma montanha a ser escalada enquanto sofremos com pernas quebradas”. Ou seja, a Lei de YHWH é boa, pura e santa, mas só pode ser seguida se temos a Ruach HaKodesh (Espírito Santo).

A Torah é um fardo?

Isto não é dizer que a Torah ou as instruções amorosas que nosso Pai nos deu são  difíceis demais ou que elas tenham que ser dolorosas. Freqüentemente, o que faz de uma mitzvot (mandamento) uma bênção ou um fardo é a nossa percepção da mesma. Se encaramos como algo feito por amor a Elohim e que vai nos trazer qualidade de vida, a Torah tornase uma bênção para nós. O rei David eloqüentemente transformou seu amor à Lei de YHWH em música (Tehilim / Salmos 119). Mesmo dando apenas uma passada de olhos nos Tehilim (Salmos), perceberemos que a Lei de YHWH era um prazer para aquele que desejasse ter uma comunhão de intimidade com o Pai. (veja também Romanos 7:12,22)

A Torah não foi dada para o justo, mas para o profano (1 Tim. 1:9). A Torah não foi revelada a Adam com a mesma profundidade que foi posteriormente revelada a Moshe (Moisés). A razão é simples, o homem não precisa de uma mitzvah (mandamento) para não fazer algo que não consegue fazer. Quando Adam e Havah (Eva) viviam em um estado de pureza, livres da inclinação a roubar, mentir, matar, etc., a eles não era necessário dizer “Não roubarás, não mentirás, não matarás, etc.” A única proibição dada,
“Não comer da árvore...” não deveria ter sido um fardo para carregar, mas através daquela única mitzvah (mandamento), a fraqueza deles foi revelada. Através da desobediência àquela única mitzvah (mandamento), eles foram condenados como pecadores. É notório que apesar de a Adam não terem sido dadas muitas das proibições posteriores reveladas a seus descendentes, a moral sobre a qual as mitzvot
(mandamentos) posteriores foram baseadas era simplesmente a essência da natureza e do caráter do Pai Celestial. A Torah de YHWH, expressada na Torah (Pentateuco), é acima de tudo um “manual do usuário” escrito por nosso criador através do qual encontramos a forma na qual Elohim espera que nós vivamos nossas vidas, para honra do nosso Pai.

O Principal Objetivo da Torah

A Torah traz luz à nossa inabilidade de viver de acordo com os padrões de justiça de YHWH. A Lei nos faz ter a certeza eterna de que precisamos de algo mais do que nossos próprios esforços e nossa própria sabedoria para sermos aceitos como justos perante um Elohim Santo. Na carta aos Gálatas, vemos que a Torah é um tutor, que deve conduzir o homem ao Messias (Gal. 3:24). Ao tentarmos viver em perfeita obediência à Torah, vemos que falhamos com freqüência. E a punição para tal falha é a morte. Ai de mim se eu falhar e não recorrer ao Messias para redenção e pela Sua justiça imputada. Pois sem o seu sacrifício expiatório, eu nunca ficaria livre do ciclo da tentação, luta, falha, pecado e morte. É somente através da fé no sacrifício expiatório do Messias Yeshua que eu vivo em liberdade para obedecer às Suas mitzvot (mandamentos) com uma gratidão profunda. A Sua Torah é para o nosso bem, e eu agora a sigo com grande desejo de obedecer suas instruções porque elas me mostram como andar uma caminhada perfeita em meio a uma geração perversa, sem ofender ao Meu Elohim e ao meu próximo.
Nós fomos libertos da morte, da condenação, mas não da obrigação de obedecer a Elohim nosso Pai. O Seu Espírito dentro de nós agora nos dá a força, felicidade e paz que precisamos – a medida em que nos faz caminhar. E se falharmos, temos a certeza da Sua misericórdia e graça para nos trazer de volta ao caminho certo, e nos guiar sem condenação.

Os Argumentos de Quem é contra a Torah

Os argumentos das Escrituras que normalmente são usados para negar a autoridade das instruções amorosas de YHWH sobre nossas vidas normalmente são tirados do contexto, quebrando a seqüência de idéias do pensamento bíblico. Sha’ul (Paulo) lutou constantemente contra aqueles que minimizavam o fato de que só somos justificados pela fé. Ele também constantemente reafirmou o fato de que ninguém será justificado pelas obras da Torah (Romanos 3:20; Atos 13:39). Este fato precisava ser enfatizado porque o povo achava que era a sua própria justiça, ou seja, através das suas obras de bservância da Torah, que eles seriam salvos. Avram (Abrão) foi justificado antes da Torah ser plenamente revelada. Foi pela sua fé, e seu amoroso respeito por YHWH que ele foi considerado justo. Agora, ser justo através da fé em Elohim de forma alguma o isentou de qualquer dos requerimentos da obediência às leis de YHWH. A graça não anula a obediência, pois Elohim não nos perdoou para que continuássemos a viver em pecado. E viver em desobediência à Lei de Elohim é viver em pecado.

É tudo uma questão de amor, certo?

O objetivo central das instruções de YHWH podem ser resumidas no seguinte:

● “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei vós também a eles; porque esta é a Torah e os profetas.” (Matitiyahu / Mateus 7:12).

● “Rabi, qual é a grande mitzvah na Torah? Respondeulhe
Yeshua: Amarás a YHWH teu Elohim de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda tua força. Esta é a grande e primeira mitzvah. E asegunda, semelhante a esta, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destas duas mitzvot dependem toda a Torah e os profetas.” (Matitiyahu / Mateus 22:3640).

● “Pois toda a Torah se cumpre numa só palavra, a saber: Amarás ao teu próximo como a ti
mesmo.” (Gálatas 5:14) Uma pessoa pode alegar o seguinte: “Eu amo a Elohim e ao meu próximo: então por que deveria seguir toda a Torah?” Dependendo da cultura, criação, e visão de mundo, o conceito de uma pessoa sobre o que vem a ser “amar a Elohim e ao próximo” pode variar enormemente. Se nosso Pai tivesse nos dado uma mitzvah (mandamento) de “amar” e não tivesse nos instruído sobre o que é o puro amor, então até poderia ser que fôssemos livres para decidir por nós mesmos como entender o “amor”. E certamente o
resultado desta experiência seria absolutamente desastroso. É na Torah que aprendemos sobre como viver em amor ao nosso próximo, nela e nos escritos dos apóstolos que esclarecem e reforçam estas mitzvot (mandamentos) – vide 2 Tim 3:16.

Quem define o que é amor: Você ou Elohim?

Se alguém ler as “leis” do Tanach (Primeiro Testamento), terá a grande surpresa de perceber que estas instruções o fariam viver uma vida saudável, frutífera, amorosa, próspera, reverente, generosa e feliz. A “maldição da lei” não é a Lei em si, mas o nosso coração que deseja sempre pecar, e nos impede de caminharmos com fidelidade perfeita nesta estrada maravilhosa. Nossas falhas nos mostram que não conseguimos ser homens perfeitos como deveríamos. Graças a Elohim, a história não acaba por aí. Com
o Messias somos livres do cativeiro do pecado, do cativeiro dos caminhos da transgressão.

Infelizmente, tem gente que é liberto no Messias é quer continuar na transgressão, achando que percorrer o caminho que Elohim trilhou (a Torah) não é importante. Isso sim é prisão: a Torah, praticada em Yeshua, é liberdade. E agora, com esta liberdade perfeita, procuramos obedecer às instruções do Pai de coração. Um coração no qual a Torah será um dia escrita (Yermiyahu / Jeremias 31:33, Yehudim / Hebreus 8:19,
10:16).

Elohim fará um homem perfeito a partir de algo imperfeito. E agora, como o salmista, eu posso me alegrar: “Oh, como eu amo a Tua Torah! É a minha meditação o dia todo” (Tehilim / Salmos 119:97). E “grande paz tem os que amam a Tua Torah, e neles não há tropeço.” (Tehilim / Salmos 119:165).

Tem gente que já foi liberta, e continua a viver cativo dos caminhos de transgressão a Torah. Tem gente que precisa despertar, cumprindo a profecia:

“Abra os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da Tua Torah”
(Tehilim / Salmos 119:18)


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O Evangelho de Gênesis
Por Sha'ul Ben Tsion
(baseado em diversas fontes de sites messiânicos)

1 Introdução

Não, caro leitor, não precisa esfregar os olhos pra ver se leu direito: é isso mesmo!
O assunto deste artigo é o Evangelho de Bereshit (Gênesis)!
Bereshit?! Mas peraí! Toda criança sabe que o livro de Bereshit trata da criação e da origem do povo de Israel. Onde estão as boas novas do evangelho de Yeshua?

Na realidade, o Evangelho pode ser encontrado no livro de Bereshit! A Palavra do Eterno é viva, pois foi escrita pela Ruach HaKodesh (Espírito Santo). Há muito tempo, existe na tradição judaica uma forma de se pesquisar a Palavra para encontrar esta `assinatura' da Ruach.

2 – Aquilo Que Todo Mundo 'Pula'

Esta fantástica descoberta, utilizando o nivel Sod, que é um dos níveis de interpretação das escrituras no Judaismo, utilizado para revelar mensagens 'escondidas', encontra-se
numa das passagens mais puladas de toda a Bíblia: a genealogia de Noah (Noé)!

3 – Pano de Fundo

O pano de fundo é o seguinte: o mundo encontravasse à beira da corrupção total. Poucos eram os que ainda de fato se relacionavam com Elohim. Exatamente como na ocasião da primeira vinda do Messias, e também como na descrição de como estará o mundo antes da segunda vinda. Mas a Ruach (Espírito) queria dar ao mundo a demonstração de que um dia o Amor de Elohim resgataria a todos os pecadores.

4 – O 'Segredo'

O segredo está em olharmos os nomes em hebraico da genealogia de Noach (Noé), pois cada nome em hebraico possui um significado.

Eis a genealogia:


Nome > Significado

Adam > Homem

Seth > Apontado

Enosh > Mortal

Kenan > Afli

Mahalalel > O Elohim Bendito

Jared > Descer

ção, Sofrimentoá

Enoch > Ensinando, Ensinamento

Methuselah > Sua morte trar

á

Lamech > O desesperado

Noah > Conforto, Descanso

A frase formada é fascinante:

`[AO] HOMEM É APONTADA MORTAL AFLIÇÃO, [MAS] O ELOHIM BENDITO DESCERÁ ENSINANDO [QUE] SUA MORTE TRARÁ AO DESESPERADO [O] CONFORTO/DESCANSO'

Esta aí: o plano de salvação diretamente do livro de Bereshit (Gênesis)!!!!

Elohim é maravilhoso!!! Baruch HaShem (Bentido é O Nome do SENHOR)!

Shalom alechem, (Paz sobre vocês)


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A Salvação
Uma explicação de Sha'ul Bentsion a um membr do grupo Torah Viva

Shalom!
Entendemos a salvação de uma forma bem tradicional: vem pela fé no Messias Yeshua. Contudo, rejeitamos o conceito de "graça barata" que alguns grupos moderninhos propõem. Yeshua é Salvador E Senhor. Se alguém, no seu coração (não estou falando de obras), encara o sacrifício de Yeshua apenas como "um ticket para entrar no céu", então essa pessoa, ao meu ver, ainda não alcançou de fato a salvação.

A salvação é aceitarmos que somos pecadores, reconhecermos que dependemos da graça do sacrifício de Yeshua para nos reconciliarmos por D-us, entendendo que nada podemos fazer para merecer isto. E é também entregarmos nossa vida a Ele. É claro que as mudanças de vida vão ocorrendo aos poucos, e de acordo com o grau de maturidade e entendimento das Escrituras que cada um tem. Contudo, no coração, deve haver o desejo de servir a D-us. É parte do processo de salvação, a meu ver. Não basta levantar a mão, ir lá pra frente, e "PLIM", num passe de mágica eu vou pro céu, e continuo tocando a minha vida igualzinho ao que fazia antes.

Isto posto, se os católicos são salvos ou não, não cabe a mim julgar. Eu diria o seguinte: a doutrina católica possui desvios que podem comprometer o caminho da salvação. Contudo, só D-us conhece o coração de cada indivíduo.

Enfim, nada de heterodoxo neste conceito. ;-)

Chessed v'Shalom, (Graça e Paz)
Sha'ul Bentsion


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Estudo Semanal da Torah (Parasha)
Por Sha'ul Bentsion


1 – ESPERANDO PELA RESPOSTA DO ETERNO

Um conceito interessante me ocorreu, embora não tenha relação direta com as Escrituras em si. A Parasha da semana passada terminou com a pergunta de Moshe (Moisés) ao Eterno sobre o porque das coisas não terem ocorrido como ele, Moshe (Moisés), imaginou que ocorreriam. Porém, tivemos que esperar 1 semana para voltarmos ao texto, e à resposta de D-us. Então algo me ocorreu: muitas vezes temos situações semelhantes a esta no texto das Escrituras: temos a indagação a D-us, e vemos que o personagem bíblico tem que esperar pela resposta. Certamente ocorreu, por exemplo, com o povo durante os muitos anos de cativeiro no Egito. Nem sempre D-us responde no momento em que desejamos, pois Ele tem um tempo diferente do nosso. Ele enxerga o todo, nós enxergamos apenas o agora. Uma das importantes características da fé é não só confiarmos em D-us, mas também confiarmos no tempo de D-us. Isto significa abrirmos mão da ansiedade humana, e confiarmos na ação divina. Como nosso Salvador nos disse certa vez:

“Portanto, não se preocupem, dizendo: 'Que vamos comer?' ou 'que vamos beber?' ou 'que vamos vestir?' [...] mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas.” (Mt. 6:31,32)

2 – O QUE ACONTECEU AO FARAÓ?

Nesta Parasha, começamos a ver a derrocada de Faraó, que culminará na Parasha seguinte. A Torah não nos diz o que aconteceu a Faraó após a libertação do povo, mas a tradição judaica nos narra um destino interessante.

Segundo esta tradição, após ser derrotado pelo poder do Eterno, o Faraó acaba deixando o Egito e se tornando rei sobre a cidade de Níneve. A mesma Níneve à qual Yonah vai profetizar posteriormente, por volta da época do livro de Melachim Beit. Nossa tradição conta que o povo de Níneve já estava acostumado a ouvir as terríveis histórias sobre o juizo do Eterno sobre o Egito, e por isto, ao ouvir a profecia de Yonah, imediatamente se arrependeu.

3 – O OITAVO PASSO NO DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL

Continuando a série da semana passada, vemos aqui o oitavo passo no desenvolvimento espiritual de Moshe (Moisés). Nesta parasha, D-us responde a Moshe (Moisés), assegurando-o de que Ele libertará o povo, e pedindo a Moshe (Moisés) para voltar à luta. Moshe (Moisés) posteriormente retruca dizendo que, se nem o povo cria nele, quem dirá o Faraó do Egito. Moshe (Moisés) está preocupado aqui com a questão da autoridade. E então D-us lhe responde com o Seu Nome, Yud-Hey-Vav-Hey, bendito seja o Nome para sempre, o maior nome dentre os nomes, símbolo da inigualável autoridade do Eterno. Moshe (Moisés) não se sentia com autoridade, e D-us responde dando-lhe a autoridade do Seu próprio Nome. Da mesma forma, D-us espera que confiemos na autoridade do nome de Yeshua, o Sagrado bendito seja Ele, quando formos enfrentar as batalhas. Uma das grandes chaves para desenvolvermos nossa fé está em entendermos em nosso coração, e não apenas intelectualmente, que a autoridade que temos está no nome de Yeshua, e não em nossa própria força. Somente quando Moshe (Moisés) entendeu isto, estava ele pronto para encarar o Faraó. Da mesma forma, só poderemos lutar nossas batalhas espirituais quando tivermos esta certeza.

4 – O NONO PASSO

O nono aprendizado pelo qual vemos Moshe (Moisés) passar aqui é o de que ele passaria por uma luta espiritual. Ou seja, não foi algo simples convencer o Faraó a deixar o povo ir. Foram necessários todos os temíveis sinais descritos nesta Parasha e na próxima, para deixar o povo ir. Ao longo desta Parasha, Moshe (Moisés) teve aparentes derrotas, quando o Faraó dizia que deixaria o povo ir, mas logo seu coração se endurecia novamente. Da mesma forma, quando encaramos uma batalha espiritual, temos que estar prontos para o fato de que uma batalha não é algo fácil, e tem aparentes derrotas, mas assim como Moshe (Moisés) confiou em D-us, temos que confiar que a vitória final será nossa.

Na próxima Parasha, continuaremos com os passos do desenvolvimento espiritual...

5 – SENDO COMO O EGITO

É impressionante como muita gente atualmente é como o Egito. Vemos nesta Parasha que o Egito atingiu as maiores alturas no mundo físico, com sua riqueza, obras prodigiosas, etc. E ao mesmo tempo vemos, pelos magos de Faraó, uma profunda atração pela parte negativa do “mundo espiritual mais baixo” (o chamado Yetzirah). Tal atração demoníaca impediu que, quando Moshe (Moisés) e Aharon (Aarão) viessem com poder do “mundo espiritual superior” (isto é, o Beriah, que é a dimensão do Trono de D-us), o Faraó reconhecesse tal poder superior.

Isso também ocorre com muitas pessoas que, ao atingirem um certo status material, começam a se interessar pelo ocultismo, envolvendo-se com “a banda podre do Yetzirah”, e com isto não conseguem reconhecer o poder do Beriah. É por isso que Yeshua nos diz: “E outra vez vos digo que é mais fácil uma corda passar pelo fundo duma agulha, do que entrar um rico no reino de Elohim”

6 – ACESSO DIRETO AO TRONO DE D-US

Reparemos no que D-us diz a Moshe (Moisés) em Shemot (Êxodo) 6:2-3:

“Falou mais D-us a Moshe (Moisés), e disse-lhe: Eu sou YHVH. Apareci a Avraham, a Yitz’chak e a Ya’akov, como o EL SHADDAI; mas pelo meu nome YHVH, não lhes fui conhecido.”

O fato de D-us Ter dado a Moshe (Moisés) o Seu Nome mais sagrado significava uma conexão mais direta entre Ele e os filhos de Israel. O Nome YHVH, bendito seja o Nome para sempre, representa o acesso direto ao Trono de D-us.

É por isso que, quando vemos em Fil. 2:9 que D-us deu a Yeshua o nome que é sobre todos (isto é, YHVH), isto significa que somente por Yeshua temos acesso direto ao Trono de D-us.

7 – MAS E OS PATRIARCAS...?

Um fato curioso em Shemot (Êxodo) 6:2-3 é o fato de que D-us diz a Moshe (Moisés) que não havia se revelado ainda como YHVH para os Patriarcas. Porém, examinando Bereshit (Gênesis) 15:7 e 28:13, vemos que os Patriarcas conheciam o nome YHVH. A princípio, uma pessoa menos experiente poderia pensar que isto se tratasse de uma contradição na Bíblia. Contudo, a verdade é que o que D-us estava dizendo é que os Patriarcas o conheceram como D-us Todo-Poderoso, porém, não conheceram a Sua plenitude (representada pelo nome YHVH). O que faltava aos Patriarcas conhecerem? A resposta está em Hebreus 11:3: “todos estes morreram na fé, sem receberem as promessas”.

Aos Patriarcas, foram dadas as promessas, e eles confiaram. Porém somente agora D-us estava se revelando como um D-us que cumpre todas as promessas da Sua aliança. O nome YHVH demonstra que D-us não muda, e que Ele é fiel.

8 – AS TREVAS TAMBÉM TEM PODER

Um dos aspectos mais importantes desta Parasha é o fato de que a “banda podre” do Yetzira (o “mundo espiritual inferior”) também tem poderes, conforme demonstrado quando os magos de Faraó conseguem até certo ponto replicar os prodígios de D-us. Porém, como vemos nesta Parasha, o poder de D-us é superior, e isto fica claro quando a vara de Aharon (Aarão) engole as outras, e também que o poder das trevas é limitado, pois após a terceira praga os magos de Faraó não mais conseguem replicar os prodígios do Eterno. Disto podemos extrair duas lições importantes_

I – As trevas podem tentar usar seu poder contra nós. Não devemos com isto nos apavorar, mas sim confiarmos no fato de que nossa fonte de poder (o Beriah, isto é, o Trono de D-us) é infinitamente mais forte do que as trevas.

II – Não podemos nos deixar enganar pelo poder das trevas e imaginarmos que um “milagre” ou “prodígio” é a garantia de que determinada pessoa, grupo ou entidade espiritual vem, de fato, do Eterno. Primeiramente, devemos analisar se a Palavra do Eterno está a favor ou contra a pregação por trás destes “milagres” ou “prodígios”. Lembremo-nos do que Yeshua nos disse: “porque hão de surgir falsos messias e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” (Mt. 24:24)

9 – QUANDO O MUNDO NOS SUFOCA

É interessante o relato de que os filhos de Israel não conseguiram se animar diante da promessa da libertação, dada por Moshe (Moisés), pois tal era o jugo sobre eles que seu espírito estava sufocado. Guardadas as devidas proporções, muitas vezes isto ocorre conosco. Tamanhas são as nossas aflições que nosso espírito fica sufocado. Mas, da mesma forma que com o povo de Israel, D-us ainda assim age em prol do nosso resgate. Mesmo quando nossa fé é abalada pelo mundo, Ele permanece fiel: “se somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo.” (2 Ti. 2:13)

10 – DE 3 DIAS À REDENÇÃO

Nesta Parasha vemos ainda que Moshe (Moisés) pede ao Faraó que libere o povo por 3 dias, para que este vá e sacrifique ao Eterno. Mas nós sabemos que na realidade o objetivo de D-us era levar o povo de volta à terra prometida. Segundo a tradição judaica, não era da intenção de Moshe (Moisés) enganar o Faraó. Moshe (Moisés) nunca prometeu ao Faraó que retornaria ao Egito. Contudo, a tradição judaica nos diz que o povo não estava preparado para ouvir que embarcaria numa jornada de volta à terra prometida. E que Moshe (Moisés) então quis revelar apenas parte do plano, até que o povo estivesse melhor preparado. Da mesma forma, muitas vezes nós não estamos preparados para entendermos toda a finalidade do plano de D-us para conosco. Como dito anteriormente, enxergamos apenas o agora, enquando D-us enxerga do todo. Por isto, se D-us nos leva a uma determinada direção, temos que confiar que isto é parte de um plano maior.

11 – TEIMOSIA DE MOSHE (MOISÉS), TEIMOSIA DO FARAÓ

Nesta Parasha, um dos temas centrais é a teimosia. Vemos aqui a teimosia de dois importantes personagens bíblicos: Moshe (Moisés) e o Faraó. Isto serve para nos demonstrar a grande ambivalência da teimosia. Segundo o Raino Berel Wein, um dos segredos da sobrevivência do povo de Israel é a teimosia: teimosia em não morrer, e a teimosia em preservar aquilo que lhe foi confiado pelo Eterno. Da mesma forma, vemos a teimosia de Moshe (Moisés) em cumprir a vontade de D-us, apesar das dificuldades impostas por Faraó. Este é um tipo positivo de teimosia. Por diversas vezes em nossas vidas, o mundo rotulará de teimosia trêss das coisas mais preciosas que temos: a de crermos em Yeshua, a de chamarmos outros à teshuvá (arrependimento) e a de obedecermos ao Eterno (principalmente quando queremos observar a Torah, instrução do Eterno). Ambos nos colocam em situações disconfortáveis, e o mundo nos cobra que sejemos menos teimosos. Chegará o dia na terra em que essa teimosia de servir ao Eterno nosso D-us nos custará as nossas próprias vidas, como já acontece em alguns países do mundo. Mas o que o mundo chama de teimosia, neste caso, o Eterno chama de perseverança, e hemos de ser recompensados, tal como Moshe (Moisés) foi.

A outra teimosia que vemos aqui representada é a teimosia de Faraó. Ele teimava em não aceitar a vontade do Eterno. Infelizmente, tem muita gente assim dentre os seguidores de Yeshua. Pessoas que não aceitam a vontade do Eterno. Ou melhor dizendo, há muitos de nós que, arrogantemente, não aceitamos que a vontade do Eterno possa ser diferente da nossa. Queremos que D-us se dobre à nossa vontade, ao invés de pedirmos que D-us nos quebrante à vontade dEle. E o mais curioso é que confundem este tipo de teimosia com a perseverança acima descrita. E mesmo diante de sofrimento e sinais de que aquele caminho não é o que D-us quer, persistem em sua teimosia.

Para termos o tipo de teimosia certo, isto é, a perseverança, temos que conhecer a vontade do Eterno. E isto não vem sem um relacionamento de oração e bastante leitura/estudo da Palavra. Antes de resolvermos ser perseverantes, devemos ter certeza de que sabemos qual é a vontade de D-us.


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Estudo recebido no grupo Torah Viva

Torapia: Aprendendo a Pedir Perdão

Por Sha'ul Bentsion

Introdução

"Mas se houver morte, então darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe." (Shemot/Êxodo 21:23-25)

Poucas pessoas sabem, mas o texto supracitado não foi abolido nem contradito por Yeshua. O texto não se refere a vingança, mas sim à prática da compensação justa. A compensação por um  mal realizado não deve ser desproporcional ao mal cometido. Evidentemente, Yeshua nos ensina a irmos além disso, a abrirmos mão do nosso direito de compensação em prol do amor ao próximo.

Isso não significa que nada mais podemos aprender com as Escrituras supracitadas, pois Rav. Sha'ul (Paulo) nos ensina:

"Toda a Escritura é inspirada por Elohim, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça" (Timoteus Alef/1 Timóteo 3:16)


A Ótica de Quem Ofende

Yeshua, quando ensinou o sermão do monte, o fez da ótica daquele que é ferido. Contudo, podemos ainda analisar o "olho por olho, dente por dente" dá ótica daquele que fere. Afinal, quando alguém fere um irmão, contrai para com ele uma responsabilidade.  Mas, freqüentemente, tenta se esquivar e se livrar dela.

O fato é que, quando pedimos perdão, não somos justos. Porque normalmente, nossa prática de pedir perdão freqüentemente está calçada em motivações erradas, ou é realizada de uma maneira desproporcional à forma que ferimos. Assim sendo, não estamos aplicando esse princípio da Torá que devemos realizar uma justa compensação por nossos erros.

Um pedido de perdão sincero, genuíno, e justo, dificilmente é mal recebido por aquele que é ofendido. Porém, será que estamos oferecendo pedidos de perdão sinceros, genuínos, e justos? Ou será que estamos apenas querendo nos livrarmos da culpa como se ela fosse uma batata quente?

Shea Hecht, na Jewish Magazine, conta uma história interessante: Enquanto ainda era aluno de Yeshivá. Certa vez, logo após Simchat Torá (que ocorre ao finalde Sukot), um outro aluno se aproximou e disse: "Shea, você me perdoa?"

O motivo do pedido de perdão havia sido um problema ocorrido muitos meses atrás. Shea achou aquilo muito estranho, afinal os quarenta dias que antecedem o Yom Kipur são geralmente tidos como uma época de auto-avaliação, reflexão e de busca de perdão. E seu amigo havia vindo lhe pedir perdão após Sukot.

A resposta de seu amigo o comoveu: "Eu sei que você deve estar se perguntando o porquê de eu não ter te pedido perdão em Yom Teruá, ou às vésperas do Yom Kipur. Mas a verdade é que eu não queria que você pensasse que meu pedido de perdão havia sido motivado por interesses pessoais. Eu queria que você entendesse que eu estou genuinamente arrependido."

Como podemos ver, o amigo de Shea se preocupou em fazer um pedido de perdão de forma a considerar os sentimentos de Shea.

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Erros a Evitar

Vejam pela história supracitada quanta diferença faz um pedido de desculpas feito corretamente. Caso seu amigo tivesse feito o pedido às vésperas do Yom Kipur, Shea permaneceria com um gosto amargo na boca, sem saber se o pedido fora motivado por um desejo de "entrar limpo no Yom Kipur" ou por um arrependimento genuíno.

E, o fato é que, muitas vezes quando pedimos perdão, não nos preocupamos com os sentimentos daqueles de quem pedimos o perdão. Fato é que, normalmente, quando erramos com o irmão, exibimos falta de amor para com ele. Assim sendo, pela lei da compensação exposta na Torá, a mesma medida de falta de amor deveria se transformar em medida de amor, quando pedíssemos o perdão.

Vejamos aqui alguns erros comuns que podemos cometer quando pedimos perdão.

 

Erro 1 - Síndrome de Herodes

Caracteriza-se pela frase: "Eu já pedi desculpas... o que mais posso fazer?" Pessoas que se colocam em tal posição estão agindo como Herodes: Lavam suas mãos da responsabilidade que teriam para com o irmão.

Devemos entender que, quando erramos para com o irmão, na mesma medida em que o magoamos, devemos fazer de tudo o que estiver ao nosso alcance para sararmos as feridas daqueles a quem magoamos. E se a pessoa permanece ferida, é nossa responsabilidade permanecermos tentando ajudá-la a se recuperar do mal sofrido.

 

Erro 2 - Mal Hipotético

Caracteriza-se pela frase: "Se eu te fiz alguma coisa, me perdoe..." Isso é o mesmo que dizer: "Eu não estou arrependido de mal algum que te fiz, quero apenas me livrar desse mal estar entre nós."

Isso não é arrependimento. Se você errou, certamente tem consciência do que fez. Se não tem consciência do que fez, procure uma pessoa de confiança, e discuta a situação, e procure ajuda para entender o que fez.O mal que realizamos é concreto, então o pedido de perdão, para ser justo, não pode ser hipotético.

 

Erro 3 - Uso de Atenuantes

Caracteriza-se pela frase: "Olha, me desculpe. Eu estava muito nervoso porque me aconteceu isso..."  

Esse tipo de pedido de perdão deve ser usado com cautela. Às vezes, de fato é verdade que determinadas circunstâncias adversas podem nos levar a cometer um mal contra nosso irmão. Contudo, isso nem sempre se aplica, e temos que tomar cuidado para que não nos tornemos viciados em atenuantes como desculpas para nossas próprias falhas. Tome cuidado ao usar atenuantes, para não torná-los uma justificativa para seu erro. E fica a sugestão: Quando for necessário usar atenuantes, use frases como "Eu sei, porém, que isso não justifica o meu erro." Deixe claro que você não está se eximindo de sua responsabilidade.

 

Erro 4 - Sujeito Oculto

Caracteriza-se pela frase: "Me perdoem por qualquer mal que tenha feito a qualquer pessoa."

Se de fato você cometeu algum mal, você sabe o que fez, e a quem fez. O sujeito oculto é uma forma de fugir da responsabilidade de encarar a pessoa a quem ofendemos de frente. Se fizemos o mal a alguém, devemos dizer com clareza à pessoa. Se você suspeita que pode ter feito mal a alguém, mas não tem certeza, ao invés de usar uma frase com sujeito oculto, prefira a frase: "Se eu fiz algo a alguém, por favor me procure para que eu possa pedir perdão e me reconciliar." Dessa forma, você está deixando claro que não quer fugir da responsabilidade.


Erro 5 - Mal Público, Desculpas Privadas

Caracteriza-se pelo pedido de perdão em particular, apesar da situação ser pública, ou envolver mais pessoas. Esse é um erro bastante comum.

Certa vez, meu avô, Z"L, relatou a história de quando era aluno em um colégio interno, e o diretor do colégio, acreditando equivocadamente que ele estava envolvido em uma confusão, o humilhou em público. O diretor do colégio, ao perceber o erro, mandou chamar todas as pessoas envolvidas, e pediu desculpas em público. Essa é a forma justa e correta de fazer. Pedir desculpas em particular, por um mal público, não é a forma digna. Se tivemos coragem para fazermos o mal em público, o mal deve ser reparado igualmente em público.

 

Erro 6 - Pedido, sem Reparação

Caracteriza-se por pedir perdão sem fazer a devida reparação do erro cometido. Se você tem como reparar o erro cometido, deve fazê-lo na mesma proporção do erro que foi cometido.

A forma mais comum de pedido de perdão sem reparação é quando cometemos lashon hará (pecado da língua má.) Quando fazemos fofoca, intriga ou difamamos alguém, muitas vezes ficamos com vergonha de irmos até as pessoas que ouviram tais difamações, boatos ou intrigas, e desmentirmos, corrigirmos, ou assumirmos que cometemos lashon hará. O verdadeiro servo de YHWH é aquele que deve ter a coragem não apenas para assumir, mas sim para corrigir seus erros, sempre que possível.


Erro 7 - Timing ruim

Caracteriza-se por não se preocupar com o "timing" (cronologia) dos eventos. Por exemplo: pedir perdão quando se é pego fazendo o mal, ou por ocasião de querer estar com a "ficha limpa" para uma festa bíblica.

Nem sempre é possível evitarmos o problema da cronologia do pedido de perdão. Muitas vezes pode ficar um gosto amargo na boca da pessoa ofendida de que o pedido de perdão foi motivado por interesses pessoais. A melhor forma de combater esse mal é também a mais simples: Se for inevitável pedir desculpas em tais condições, procure depois a pessoa, passado aquele momento, e ratifique o seu pedido de perdão, esclarecendo que você está genuinamente arrependido.

 

Erro 8 - Pedido e Acusação

Caracteriza-se por pedir perdão, e imediatamente acrescentar: Mas você também fez isto ou aquilo.

Esse tipo de comportamento não demonstra arrependimento, e sim desejo de barganhar.  Se você está arrependido, concentre-se naquilo que você fez. Preocupe-se em reparar o seu mal. E não julgue o próximo. E, se realmente o próximo também te ofendeu, deixe que ele decida quando e como te pedir perdão. E, se isso não acontecer, não se preocupa. Devemos nos preocupar com a nossa vida espiritual, e não com os erros dos outros.

 

Erro 9 - Informar que Perdoou

Certa vez, vi em um filme o seguinte diálogo. A mãe virou-se para a filha e disse: "Eu te perdôo." A filha retruca, surpresa: "Mas eu não pedi perdão."

Muitas pessoas têm o péssimo hábito de dizerem: "Eu te perdôo por ter feito isso ou aquilo." Primeiramente, isso não é pedido de perdão. Isso é acusação. Em segundo lugar, soa arrogante, como se a pessoa estivesse se colocando em posição de vantagem, por ter perdoado, a despeito do outro não ter se arrependido. Se você tem algo contra alguém, procure-o para conversar. E se de fato já perdoou, então siga o conselho de Yeshua: devemos fazer o bem em secreto, e não anunciá-lo a plenos pulmões.  

 

Erro 10 - Fazer-se de Vítima

Caracteriza-se por tentar fazer a pessoa a quem o mal foi cometido nos enxergar como vítimas de um mal maior, ou de nossa ingenuidade, ou ainda que o mal cometido tenha sido "em prol de um bem maior."

Essa posição se esquiva  completamente da responsabilidade pelo mal. Devemos assumir nossos erros com objetividade e transparência. Yeshua nos ensinou que o nosso sim deve ser sim, e o nosso não deve ser não. Isso também significa, entre outras coisas, que devemos cuidar para não tentarmos dourar a pílula ao falarmos daquilo que fizemos de ruim para o próximo. Se erramos, não devemos ter vergonha do que vão pensar de nós. Muito mais nobre e reto perante YHWH é um pecador assumido do que um iníquo que procurar aparentar  bondade perante os homens.

Continua abaixo



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Conclusão

O fato de que Yeshua nos ensina a perdoar não nos redime de também nos esforçarmos em aprimorarmos o nosso pedido de perdão. Yeshua nos ensinou a perdoarmos até 70 vezes 7, por amor ao próximo.

Ora, aplicando a regra da hermenêutica judaica de kol v'chomer (leve e pesado), se um inocente, que está com a razão e foi ofendido, tem o dever de perdoar até 70 vezes 7, então quantas vezes deve aquele que ofendeu, que é culpado perante o irmão, buscar do seu irmão o perdão?

Por que é que esperamos tanto daquele que perdoa, e estamos tão pouco dispostos a investirmos em nossos pedidos de perdão? Pense nisso!

A Torá nos ensina: "Olho por olho, dente por dente."

Assim sendo, podemos concluir que:

·        Com a mesma medida que ferimos, devemos curar.

·        Com a mesma freqüencia que esperamos o perdão, devemos pedir o perdão.

·        Com a mesma medida que causamos danos, devemos reparar.  

·        Ao mesmo público que testemunhou o mal, devemos chamar para testemunhar nossa retratação.

·        Com a mesma medida que fomos insensíveis ao fazermos o mal, devemos ser sensíveis à dificuldade da pessoa a quem pedimos o perdão de aceitar nosso perdão

·        Da mesma forma que gostaríamos de sermos tratados se alguém errasse conosco, devemos tratar o próximo

Fim


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"No início HaShem criou os céus e a terra…" (Bereshit 1:1)


"Durante seis dias HaShem criou. E HaShem viu tudo que Ele tinha feito e, era muito bom…
"… Era noite e era manhã, o sexto dia. E os céus e a terra e tudo que havia. E HaShem completou no sexto dia Sua obra que Ele tinha feito; e Ele descansou no sétimo dia de toda a Sua obra que Ele tinha feito.
"E HaShem abençoou o sétimo dia, e o santificou, porque nele Ele descansou de toda sua obra que HaShem tinha criado…"
(Bereshit 1:31-2:3)


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Lição #1 Para Iniciantes da Torah: Como estudar a Torah

Por Rabino Edward L. Nydle
Traduzido por: Shlomo Ben Avraham

Shalom a Todos vocês! Os Eframitas que são novos no estudo da Torah precisam de algumas bases para ajudar-lhes a entender como estudar e interpretar a Torah. Isto lhes ajudará a entender as mitzvot contidas na Torah e sua aplicação. Permitam-me ajudar-lhes compartilhando com vocês alguma informação útil a respeito da aprendizagem da Torah que fará uma grande diferença e evitará que caiam no erro de interpretar versos e textos incorretamente.

Nenhum tipo de comunicação, seja escrita ou oral, verbal ou não verbal, pode-se compreender sem interpretação. Freqüentemente interpretamos sem estar sequer conscientes da maneira COMO atingimos dita interpretação e raciocínio. A Torah deve ser interpretada para entendê-la. Portanto, temos que saber as regras de interpretação para não nos equivocar e saber o que diz realmente a Torah. Más interpretações implicam a um mau entendimento. Um mau entendimento implica em uma doutrina falsa!

Assumimos que todos estamos de sobre a fonte de inspiração da Torah e que YHVH nos a deu através de Moshe. Portanto cada letra devem ser levada em conta seriamente. Os Sábios nos ensinam que cada passagem da Torah tem 70 facetas, com respeito aos 70 membros do Sanedrín, cuja função era interpretar a lei. A Torah tem muitos níveis de significado intencionado para o leitor. Também, a interpretação da Torah dever ter um grande respeito pelo significado de cada palavra e frase no texto. YHVH colocou na Totah tudo o que o leitor precisa para entender o texto! É nosso dever mergulhar profundamente no texto para descobrir o que o Eterno está nos dizendo.

Os Rabinos estabeleceram quatro categorias de interpretação da Torah chamadas :

PDRS ou PaRDeS = paraíso

● Pshat, o significado literal e simples do texto.
● Drash, o significado homilético (deste MiDrash)
● Remez, o significado escondido
● Sod, o oculto, misterioso.

O Pshat é o significado básico de um texto. Nenhuma interpretação da Escritura abandona seu Pshat - Sentido Simples! Isto significa que NÃO IMPORTA QUE OUTRAS FORMAS DE INTERPRETAÇÃO SE APLICARAM AO TEXTO, O TEXTO SEMPRE RETÉM SEU
SENTIDO SIMPLES E TERÁ QUE SER CONSIDERADO DESSA MANEIRA! Ainda o Pshat tem muitos níveis de interpretação. Isto significa que devemos aplicar as regras e conhecimentos da gramática, a sintaxe, a história, a cultura, a geografia, e precisamente dar-lhe sentido comum e literal ao texto. Recorde que a interpretação procura a simplicidade como seu objetivo para o entendimento.

A interpretação singela é preferível à complicada ou complexa. Uma interpretação que resolva muitas das dificuldades propostas pelo texto tem um tom de veracidade para adjudicar-lhe.

O ponto de partida para toda interpretação da escritura é saber o que o texto nos está dizendo-nos. Isso é óbvio! Mas ainda conhecendo o que cada palavra ou oração significa não é tão óbvio. Isso significa que temos que TRABALHAR DESDE O TEXTO HEBRAICO ORIGINAL.
As traduções são somente tentativas humanas para interpretar o texto e TODAS As TRADUÇÕES SÃO DISCUTÍVEIS! Isto coloca a pessoa que somente sabe Inglês ou Espanhol em desvantagem, ainda ao estudante que está em seus inícios no estudo do Hebraico. Dessa forma o que o Eterno disse fica a merçe dos tradutores. Não podemos aproximar-nos a nenhum texto de maneira casual
porque poderíamos perder a oportunidade de ver que erros há dentro do texto. Isto requer algum conhecimento do idioma Hebraico.
Depois, devemos considerar a maneira em que o texto está expressado. Isto quer dizer que temos que lhe pôr atendimento aos adjetivos, substantivos, pronomes, e o uso apropriado dos substantivos num texto. Procuramos o jogo de palavras, a repetição, associação de palavras, os matizes verbais, e as semelhanças. Devemos expressá-lo verbalmente para entender o texto. Uma das regras da  Hermenêutica é que devemos interpretar sobre a base texto - contexto. Isto significa que qualquer texto deve ser interpretado e é dependente de seu contexto e meio ambiente.

Isto significa que cada parte da passagem deriva seu significado do contexto que o rodeia. Um texto fora de contexto é um pretexto. Isto é chamado a Proximidade principalindícios obtidos para a interpretação dos textos, capítulos e livros vizinhos.

A Torah é um documento unificado. Devemos também procurar similitudes entre os textos. Para entender um texto da Torah, um deve estar familiarizado com outra seção ou com toda a Torah.

Há palavras ou frases raras que aparecem em diferentes segmentos da Torah. Isto nos ajuda a relacionar dois versos e seções aparentemente sem nenhuma relação por associação verbal dentro dos dois textos.

Devo enfatizar que temos que tomar um texto em seu valor nominal ou em seu Sentido Simples. Muitas pessoas que não estão familiarizadas com as regras de Interpretação da Torah tratam de espiritualizar ou alegorizar seus textos! Temos que saber se estamos tratando com poesia, profecia, história, canção, mandamentos ou mitzvot. Não podemos alegorizar uma porção das leis
da Torah. Temos que ver o sentido simples e pôr-nos em suas circunstâncias DO MOMENTO para encontrar o significado do texto.

Há uma GRANDE diferença entre dizer, "Este verso SIGNIFICA isto e isto" e dizer "Este verso pode servir como uma ilustração ou princípio para ensinar a respeito disto e isto". Ao afirmar o primeiro estamos atribuindo um significado literal específico ao texto, enquanto a segunda
afirmação nos poderia ajudar a compreender outro texto ou princípio dentro da Torah. É muito importante que entendamos as regras de interpretação da Torah. Se não aplicamos esta regra então mal interpretaremos muitos dos aspectos legais básicos dos mandamentos da Torah que YHVH nos deu e trataremos de espiritualizar. Podemos chegar ao significado literal do texto depois de um estudo cuidadoso do texto e seu significado original inspirado por YHVH. No entanto, podemos dizer que este serve como uma ilustração de um princípio dentro das Escrituras sem afirmar que este seja o significado original do texto. Isto se dá especialmente quando tentamos pôr estes princípios em nossas vidas através da prática. PÔR EM PRATICA DITOS PRINCÍPIOS É O ULTIMO PASSO DA INTERPRETAÇÃO TEXTUAL! É AÍ ONDE NOS VOLTAMOS DESONESTOS NA INTERPRETAÇÃO OU MANEJO DO TEXTO E A TORAH. NÃO PODEMOS ATRIBUIR SIGNIFICADOS AO TEXTO OU DECIDIR QUE NÃO ESTÃO NO PRECEITO ORIGINAL. Permitam-me dizer o seguinte com respeito à aplicação prática - DEVEMOS tentar ver COMO se aplicavam estes mandamento ou preceitos no antigo Israel, e VER O QUE entendiam do texto. Nós também precisamos ver " COMO O POVO APLICA ESTE MANDAMENTO OU PRECEITO HOJE EM DIA! Eles não têm todas as coisas corretas; no entanto, eles TÊM A MAIORIA DAS COISAS!

Eles preservaram a Torah para nós por milhares de anos! Lemos no Brit Chadasha:

"Que vantagem tem, pois, o judeu? ou de que aproveita a circuncisão? MUITO e de todas maneira. Primeiro, certamente, que LHES foi
confiada a PALAVRA DE ELOHIM.”
Rom. 3:1-2

Recorde que o Rolo da Torah não está escrito com nenhum capitulo ou em versos. As orações não estão demarcadas ou divididas. Estas são adições Medievais "Cristãs" às Escrituras e algumas vezes tendem a turvar mais as águas em vez de ajudar! Algumas vezes interrompem idéias completas com as divisões por capítulo. No Rolo Hebreu não há nenhuma forma de pontuação nem ponto vocálico. Todos estes foram adicionados mais tarde pela tradição Oral Massorética. Assim que, não podemos sempre confiar no ponto vocáico para conhecer a palavra Hebraica correta ou sua pronunciação. Muitos textos foram mudados pelos Massoretas para esconder os versos e as palavras que faziam referência a Yeshua como o Mashiach. Um ponto vocálico pode mudar o sentido ou significado de todo um verso!

Temos que nos tornar experientes do texto! Temos que estudar, estudar, e estudar! Temos que nos familiarizar com todas as ferramentas do estudante das Escrituras! Temos que nos voltar ardentes usuários das variadas Concordâncias, Dicionários, Enciclopédias, Comentários, e trabalhos dos Sábios. Ter bons materiais de referência é um DEVER para os estudantes sérios.

UMA PALAVRA DE ADVERTÊNCIA: temos que estar consciente dos preconceitos dos escritores e compiladores das diferentes obras.

Devemos também depender da Ruach HaKodesh (Espírito Santo) para que seja nosso maestro da Torah. Tehilim (Salmos) 119:18 diz: "Abre meus olhos, e olharei as maravilhas de Tua Torah".

Yeshua disse, "Mas quando vier o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em Meu Nome, lhes ensinará e lhes recordará tudo o que lhes disse" Yochanan (João) 15:26.

Procure passagens na Torah quando estiver lendo a Brit Chadasha (Novo Testamento). Isto ajudará ao Espírito que lhe mostre como as primeiras Congregações no Mashiach interpretavam a passagem, e também como eles o praticavam. É essencial para nós vermos o espírito por trás de cada preceito para entender em primeiro lugar PORQUE YHVH o ordenou a Israel. Isto significa que temos que conhecer o conteúdo E o espírito da lei. Cada mitzvah tem um sentido literal e espiritual. YHVH quer que conheçamos e ponhamos em PRÁTICA ambos!

O estudo não é um fim em si mesmo. Temos que chegar a ser fazedores da palavra também.
Chega o momento quando temos que aplicar às nossas vidas o ensino do que estamos aprendendo para crescer e chegar a ser o Israel Messiânico!
Cada professor da Torah deve animar a seus estudantes a praticar a Torah e a aplicar o que está aprendendo.

Por último: DEVEMOS ESTAR SEMPRE ABERTOS À POSSIBILIDADE DE APRENDER E COM O DESEJO DE MUDAR NOSSAS CRENÇAS OU OPINIÕES QUANDO AS ESCRITURAS NOS DEMONSTREM QUE ESTAMOS EQUIVOCADOS! Nenhum de nós tem
todo o CONHECIMENTO. Devemos manter o desejo de conhecer diferentes ensinos e pontos de vista para ver se têm alguma validade de acordo ao que as Escrituras nos mostram.

Oro para que esta lição introdutória sobre a Torah tenha sido de ajuda para você como estudante da Palavra. YHVH lhe abençoe em seus estudos e no entendimento de Sua Palavra. E lhe conceda Sabedoria, Entendimento e conhecimento.


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Por que Enfatizar a Observância da Torah?

Por Dennis E. Green
Traduzido e adaptado por Sha’ul Bentsion

Introdução

“Vocês estão pregando escravidão a regras e ordenanças.”

“O Messias veio nos libertar do jugo da escravidão.”

“Tudo o que precisamos é amar ao Eterno e obedecer aos ensinamentos do Novo Testamento.”

Muitas pessoas freqüentemente fazem comentários semelhantes aos acima quando entramos no tópico de observância da Torah. Com um entendimento menor do que o adequado da natureza e propósito da Torah, é fácil chegar a conclusões semelhantes. Dependendo do contexto em que as afirmações acima são feitas, elas podem estar bem corretas ou totalmente distantes da verdade.

Os messiânicos devem ter um entendimento correto do papel da Torah de HaShem (O Eterno) em suas vidas. Com o entendimento correto das instruções de nossos Pais, encontraremos paz e segurança num estilo devida que em que nos rendemos à obediência. Da mesma forma, se um crente em Yeshua não possui o equilíbrio necessário em sua doutrina, com entendimento bem claro do que é a graça, a observância da Torah pode sim levar a uma vida de dificuldade, quando a pessoa percebe a dificuldade em cumprir uma grande lista de mitzvot (mandamentos).

A lei que foi dada no “Velho Testamento” não foi abolida no Novo?

“Não penseis que vim destruir a Torah ou os profetas; não vim destruir, mas para tornálos plenos. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da Torah um só Yud ou um só traço, até que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar uma destas mitzvot, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que as cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.” (Matitiyahu / Mateus 5:1719).

Veja também: Lucas 16:17; Romanos 2; 6; 7; I Timóteo 1:8; 1 Yochanan / João 1:8; 2 Timóteo 3:16.

A Torah foi dada à humanidade por diversas razões. Algumas são muito bem esmiuçadas e explicadas, enquanto outras são menos óbvias, mas não menos importantes.

A Necessidade do Ser Humano

Desde Adam, toda a humanidade tem tido que andar dentro de diretrizes específicas que foram dadas por um Pai amoroso. Sem estas “regras” e “ordenanças” o homem seria livre para ir atrás de qualquer perversão infernal que entrasse em sua mente. Sem “a Lei”, Elohim não poderia julgar e condenar o pecado, pois o pecado não existe fora da Lei. Sendo puro, nosso Elohim por Sua própria natureza requer e demanda pureza nas vidas daqueles que foram criados à Sua própria imagem. As diretrizes, ou a “Lei”, que foram dadas não só trouxeram luz à escuridão do homem caído, mas também trouxeram morte, no sentido de que este homem que agora havia despertado era responsável por seus atos (Romanos 7:12,13). Ele agora tinha uma linha que não deveria cruzar. Esta Lei que agora mostrava a forma de viver em retidão também se tornou um peso sob o qual o homem deveria lutar e se esforçar no intuito de satisfazer o seu criador. Sem o poder do Espírito de YHWH dandonos o desejo interno e capacitando-nos a obedecer os Seus mandamentos, a Torah pode ser rapidamente vista como “uma montanha a ser escalada enquanto sofremos com pernas quebradas”. Ou seja, a Lei de YHWH é boa, pura e santa, mas só pode ser seguida se temos a Ruach HaKodesh (Espírito Santo).

A Torah é um fardo?

Isto não é dizer que a Torah ou as instruções amorosas que nosso Pai nos deu são difíceis demais ou que elas tenham que ser dolorosas. Freqüentemente, o que faz de uma mitzvot (mandamento) uma bênção ou um fardo é a nossa percepção da mesma. Se encaramos como algo feito por amor a Elohim e que vai nos trazer qualidade de vida, a Torah torna-se uma bênção para nós.

O rei David eloqüentemente transformou seu amor à Lei de YHWH em música (Tehilim / Salmos 119). Mesmo dando apenas uma passada de olhos nos Tehilim (Salmos), perceberemos que a Lei de YHWH era um prazer para aquele que desejasse ter uma comunhão de intimidade com o Pai. (veja também Romanos 7:12,22)

A Torah não foi dada para o justo, mas para o profano (1 Tim. 1:9). A Torah não foi revelada a Adam com a mesma profundidade que foi posteriormente revelada a Moshe (Moisés). A razão é simples, o homem não precisa de uma mitzvah (mandamento) para não fazer algo que não consegue fazer. Quando Adam e Havah (Eva) viviam em um estado de pureza, livres da inclinação a roubar, mentir, matar, etc., a eles não era necessário dizer “Não roubarás, não mentirás, não matarás, etc.” A única proibição dada, “Não comer da árvore...” não deveria ter sido um fardo para carregar, mas através daquela única mitzvah (mandamento), a fraqueza deles foi revelada. Através da desobediência àquela única mitzvah(mandamento), eles foram condenados como pecadores. É notório que apesar de a Adam não terem sido dadas muitas das proibições posteriores reveladas a seus descendentes, a moral sobre a qual as mitzvot (mandamentos) posteriores foram baseadas era simplesmente a essência da natureza e do caráter do Pai Celestial. A Torah de YHWH, expressada na Torah (Pentateuco), é acima de tudo um “manual do usuário” escrito por nosso criador através do qual encontramos a forma na qual Elohim espera que nós vivamos nossas vidas, para honra do nosso Pai.

O Principal Objetivo da Torah

A Torah traz luz à nossa inabilidade de viver de acordo com os padrões de justiça de YHWH. A Lei nos faz ter a certeza eterna de que precisamos de algo mais do que nossos próprios esforços e nossa própria sabedoria para sermos aceitos como justos perante um Elohim Santo. Na carta aos Gálatas, vemos que a Torah é um tutor, que deve conduzir o homem ao Messias (Gal. 3:24). Ao tentarmos viver em perfeita obediência à Torah, vemos que falhamos com freqüência. E a punição para tal falha é a morte. Ai de mim se eu falhar e não recorrer ao Messias para redenção e pela Sua justiça imputada. Pois sem o seu sacrifício expiatório, eu nunca ficaria livre do ciclo da tentação, luta, falha, pecado e morte. É somente através da fé no sacrifício expiatório do Messias Yeshua que eu vivo em liberdade para obedecer às Suas mitzvot (mandamentos) com uma gratidão profunda. A Sua Torah é para o nosso bem, e eu agora a sigo com grande desejo de obedecer suas instruções porque elas me mostram como andar uma caminhada perfeita em meio a uma geração perversa, sem ofender ao Meu Elohim e ao meu próximo.

Nós fomos libertos da morte, da condenação, mas não da obrigação de obedecer a Elohim nosso Pai. O Seu Espírito dentro de nós agora nos dá a força, felicidade e paz que precisamos – a medida em que nos faz caminhar. E se falharmos, temos a certeza da Sua misericórdia e graça para nos trazer de volta ao caminho certo, e nos guiar sem condenação.

Os Argumentos de Quem é contra a Torah

Os argumentos das Escrituras que normalmente são usados para negar a autoridade das instruções amorosas de YHWH sobre nossas vidas normalmente são tirados do contexto, quebrando a seqüência de idéias do pensamento bíblico. Sha’ul (Paulo) lutou constantemente contra aqueles que minimizavam o fato de que só somos justificados pela fé. Ele também constantemente reafirmou o fato de que ninguém será justificado pelas obras da Torah (Romanos 3:20; Atos 13:39). Este fato precisava ser enfatizado porque o povo achava que era a sua própria justiça, ou seja, através das suas obras de observância da Torah, que eles seriam salvos. Avram (Abrão) foi justificado antes da Torah ser plenamente revelada. Foi pela sua fé, e seu amoroso respeito por YHWH que ele foi considerado justo.

Agora, ser justo através da fé em Elohim de forma alguma o isentou de qualquer dos requerimentos da obediência às leis de YHWH. A graça não anula a obediência, pois Elohim não nos perdoou para que continuássemos a viver em pecado. E viver em desobediência à Lei de Elohim é viver em pecado.

É tudo uma questão de amor, certo?

O objetivo central das instruções de YHWH podem ser resumidas no seguinte:

“Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei vós também a eles; porque esta é a Torah e os profetas.” (Matitiyahu / Mateus 7:12).

“Rabi, qual é a grande mitzvah na Torah? Respondeu-lhe Yeshua: Amarás a YHWH teu Elohim de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda tua força. Esta é a grande e primeira mitzvah. E asegunda, semelhante a esta, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destas duas mitzvot dependem toda a Torah e os profetas.” (Matitiyahu / Mateus 22:3640).

“Pois toda a Torah se cumpre numa só palavra, a saber: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” (Gálatas 5:14)

Uma pessoa pode alegar o seguinte: “Eu amo a Elohim e ao meu próximo: então por que deveria seguir toda a Torah?” Dependendo da cultura, criação, e visão de mundo, o conceito de uma pessoa sobre o que vem a ser “amar a Elohim e ao próximo” pode variar enormemente. Se nosso Pai tivesse nos dado uma mitzvah (mandamento) de “amar” e não tivesse nos instruído sobre o que é o puro amor, então até poderia ser que fôssemos livres para decidir por nós mesmos como entender o “amor”. E certamente o resultado desta experiência seria absolutamente desastroso. É na Torah que aprendemos sobre como viver em amor ao nosso próximo, nela e nos escritos dos apóstolos que esclarecem e reforçam estas mitzvot (mandamentos) – vide 2 Tim 3:16.

Quem define o que é amor: Você ou Elohim?

Se alguém ler as “leis” do Tanach (Primeiro Testamento), terá a grande surpresa de perceber que estas instruções o fariam viver uma vida saudável, frutífera, amorosa, próspera, reverente, generosa e feliz. A “maldição da lei” não é a Lei em si, mas o nosso coração que deseja sempre pecar, e nos impede de caminharmos com fidelidade perfeita nesta estrada maravilhosa. Nossas falhas nos mostram que não conseguimos ser homens perfeitos como deveríamos. Graças a Elohim, a história não acaba por aí. Com o Messias somos livres do cativeiro do pecado, do cativeiro dos caminhos da transgressão. Infelizmente, tem gente que é liberto no Messias é quer continuar na transgressão, achando que percorrer o caminho que Elohim trilhou (a Torah) não é importante. Isso sim é prisão: a Torah, praticada em Yeshua, é liberdade. E agora, com esta liberdade perfeita, procuramos obedecer às instruções do Pai de coração.

Um coração no qual a Torah será um dia escrita (Yermiyahu / Jeremias 31:33, Yehudim / Hebreus 8:19, 10:16). Elohim fará um homem perfeito a partir de algo imperfeito. E agora, como o salmista, eu posso me alegrar: “Oh, como eu amo a Tua Torah! É a minha meditação o dia todo” (Tehilim / Salmos 119:97). E “grande paz tem os que amam a Tua Torah, e neles não há tropeço.” (Tehilim / Salmos 119:165).

Tem gente que já foi liberta, e continua a viver cativo dos caminhos de transgressão a Torah. Tem gente que precisa despertar, cumprindo a profecia:

“Abra os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da Tua Torah” (Tehilim / Salmos 119:18)


 


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A História da Torah

Por Sha'ul Bentsion
(Baseado em diversas fontes)

INTRODUÇÃO

A Torah são as instruções do Eterno para uma vida de santidade, com recomendações para nossa saúde física e espiritual. Até hoje, é escrita em rolos que contém o chamado Pentateuco (os 5 livros de Moshe Rabeinu / Moisés, nosso professor).

Mas, como surgiu a Torah?

OS ROLOS DE MOSHE

A própria Torah nos fala que o Eterno entregou a Torah a Moshe palavra por palavra. Moshe, como servo fiel do Eterno, escreveu-as fielmente conforme determinação do Eterno.

Moshe escreveu 13 rolos da Torah, doze dos quais foram dados às 12 tribos de Israel. O décimo terceiro foi posto dentro da Arca da Aliança, a qual foi posteriormente guardada no Kadosh Kadoshim (Santo dos Santos) dentro do Beit HaMikdash (Templo).

Este último rolo de Torah era o padrão pelo qual todos os outros rolos eram julgados.

Ocasionalmente, era retirado da Arca justamente para a conferência dos outros rolos da Torah, para não admitir modificações (conforme instrução em Devarim / Deuteronômio 12:32)

AS TENTATIVAS DE DESTRUIR A PALAVRA DE D-US

Houve momentos em que esta décima-terceira Torah quase foi perdida. Alguns reis de Israel que se desviaram do Eterno tentaram anular ou modificar os ensinamentos da Torah. Por isto, durante o reinado de Achaz (Acaz), entre os anos 3183 e 3199 (isto é 578-562 AC), muitos rolos da Torah foram destruídos. Por causa disto, os sacerdotes Cohen (descendentes de Aaron) escondiam a Torah escrita por Moshe para protegê-la.

Durante o reinado de M'nasheh (Manasses), entre 3228 e 3283 (isto é 533-478 AC), os esforços para destruição da Torah foram tão intensos e parcialmente bem-sucedidos que a existência da Torah escrita por Moshe teve que ser escondida da maioria do povo, com exceção de um grupo de pessoas tementes à D-us e dedicadas a preservar a Sua Palavra. Foi apenas durante o reinado de Yoshia (Josías), no ano de 3303 (isto é 458 AC) que esta Torah foi novamente revelada, escondida dentro do Beit HaMikdash (Templo), conforme escrito no Tanach (Primeiro Testamento) em 2 Crônicas 34:14:

"Chilkiah, o sacerdote, achou o livro da Torah do S-nhor escrita pela mão de Moshe"

As Tábuas das 10 mitzvot (mandamentos) estavam escondidas em uma catacumba preparada pelo rei Shlomo (Salomão) para esta finalidade, dentro do Beit HaMikdash (Templo).

Quando Yerushalayim (Jerusalém) corria risco de invasão, o rei Yoshia escondeu a Arca contendo a Torah original e as Tábuas das 10 mitzvot. Acredita-se que o local onde era escondida a Arca (a catacumba de Shlomo) seja o local onde hoje ela se encontre, tal era o zelo dos cohanim (sacerdotes) para com a preservação destes artigos santos.

O EXÍLIO DA BABILÔNIA

Durante o exílio da Babilônia, em 3338 a 3408 (isto é 423 a 353 AC), houve um declínio no conhecimento da Torah. Haviam muitos casamentos entre o povo de D-us e os povos pagãos, e as pessoas se esqueciam da Torah e das suas mitzvot (mandamentos). Quando Ezra (Esdras) e Nehemiah (Neemias) retornaram à terra santa, restauraram a Torah ao seu local original. Ezra também fez uma cópia fiel, letra por letra, do rolo da Torah para ser usado como padrão para os outros.

COMO SÃO COPIADOS OS ROLOS DA TORAH

Ao longo das gerações, têm se tomado grande cuidado para se preservar a Torah exatamente da forma que foi dada a Moshe. Tanto que no Talmude, é dado aos escribas da Torah a seguinte recomendação: "Seja cuidadoso em sua tarefa, pois é um trabalho sagrado – se você adicionar ou subtrair uma letra sequer, você terá que destruir tudo."

Uma vez que cada Torah deve ser uma cópia perfeita da original, deve ser cuidadosamente copiada de outro rolo da Torah. Entre cópia, conferência e correção, o processo leva muitos anos. É proibido escrever no rolo da Torah uma só letra sequer que não tenha sido copiada de outra Torah."

Além disto, o escriba deve repetir cada palavra em voz alta antes de escrevê-la, para garantir a precisão na cópia. Este era o costume entre os profetas, conforme vemos em Jeremias 36:18: "Sim, da sua boca ele me ditava todas estas palavras, e eu com tinta as escrevia no livro."

Se a Torah ou outra Escritura sagrada contiver algum erro de escrita, é proibido pela tradição judaica mantê-la por mais de 30, e mesmo neste período é proibida de ser usada. Uma vez passado este período, o rolo já deve estar completamente corrigido, ou deverá ser destruído, com base nas escrituras de Yov (Jó) 11:14: "Não permita que o erro permaneça em suas tendas"

Além disto, desde os primórdios do povo, para garantir a preservação da Torah, cada frase, palavra e letra são contados!

Por ser Palavra do Eterno, a Torah foi dada a Moshe letra por letra, e assim é preservada para evitar qualquer erro de interpretação. Portanto, até mesmo as passagens mais triviais da Torah podem conter lições para a pessoa que desejar se aprofundar nela.

"Guardo a Tua palavra no meu coração, para não pecar contra Ti."
(Tehilim / Salmos 119:11)


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